JORNAL IMPACTO - 27-03-2020

(IMPACTO) #1
i+ IMPACTO
CADERNO II
WWW.IMPACTONOTICIAS.COM.BR/CORONAVIRUS 27 de março de 2020 Sexta-feira IMPACTO
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Adamantinenses relatam os


impactos do coronavírus pelo mundo


DA
REDAÇÃO
GRUPO IMPACTO


Em diferentes continentes, ada-
mantinenses contam como o novo
coronavírus está afetando a rotina de
milhões de pessoas. Enquanto alguns
lugares a rotina aparentemente se
mantem a mesma, em outros a doença
trouxe novos hábitos. Veja os relatos
de seis conterrâneos, que vivem na
América, Ásia e Europa:


Caroline Fernanda
Carleto – Irlanda
@carol.carleto

Moro na Irlanda há 11 meses e
nunca imaginei que pudesse passar por
uma situação como essa. Com o meu
relato espero passar a experiência que
estou vivendo de modo a prevenir que
o mesmo ocorra no Brasil.
No começo todos pensavam que
era somente uma gripe e que logo
surgiria uma vacina. A população
continuou trabalhando e viajando
normalmente até que o governo se
deu conta da dimensão da pandemia,
em especial na Itália, onde se concentra
o maior número de casos da Europa.
No último dia 12 de março, o pri-
meiro-ministro irlandês, Leo Varadkar,
fez um pronunciamento avisando que
escolas, universidades, centros cultu-
rais e outros locais públicos deveriam
ficar fechados até o próximo dia 28 de
março.
Na terça feira (24), Leo Varadkar fez
um novo pronunciamento divulgando
que as medidas de contenção do vírus
continuarão até 19 de abril, orientan-
do que ginásios, academias e igrejas
fossem fechados, assim como cinemas,
lojas, cassinos, clubes noturnos e locais
para entretenimento permanecessem
fechados. Estamos de quarentena total
e só mercados e farmácias estão fun-
cionando, além do transporte público.
Com o fechamento do comércio e
outros empreendimentos, muitos in-
tercambistas ficaram sem seus empre-
gos e quem já tem visto permanente foi
orientado a trabalhar em home office.
Uma medida que o governo lançou
para ajudar as pessoas que ficaram
desempregadas foi uma ajuda de custo
350 euros semanais.
Atualmente pouquíssimas pessoas
continuam indo trabalhar e a orien-
tação é “cuidado máximo” para não
contrair o vírus.


Henrique Gonçalves
Irlanda
@hiquevovo

Cheguei aqui em Dublin - Ir-
landa no dia 27 de fevereiro. Passei
uma semana tranquilo, mas com
notícias sobre o caso, minhas aulas
que começaram no dia 9 foram
paralisadas três dias depois, pois, no
dia 13, houve um pronunciamento
do primeiro-ministro mandando
fechar escolas, creches e faculdades.
No mesmo fim de semana já
começou a parar tudo: restaurantes,


pubs, hotéis, a cidade parou geral.
Os dois primeiros dias viraram
um caos, acabou muitas coisas no
mercado por causa do pânico, mas,
no domingo seguinte, já estava tudo
controlado!
As pessoas aqui estão obede-
cendo rigorosamente as medidas
que o governo impôs, inclusive eles
disponibilizaram uma verba para os
trabalhadores de 350 euros por se-
mana, pediram para que os bancos
congelem as taxas e financiamentos,
hospitais que eram particulares se
tornaram públicos.
Em relação ao aluguel que é
muito caro, alguns donos de casas
estão deixando de cobrar por dois

meses para ajudar. A rotina depois
de tudo está sendo ficar em casa,
cozinhando, estudando, vendo fil-
mes e interagindo com as pessoas
que moro, que graças a Deus, são
maravilhosas, que me tratam como
se fosse da família.
Saiu novo pronunciamento
que vai continuar até dia 19 de
abril, tudo fechado e parado, fun-
cionando apenas supermercados e
farmácias.
O medo já passou, aqui está
controlado os casos, porque as pes-
soas estão respeitando bastante. Os
primeiros dias foram de pânico e
medo, mas acredito que todos estão
mais tranquilos.

Natália Bachi
Reino Unido
@nataliabachi

Imagino que o susto com o Coro-
navírus tenha acontecido no mundo
todo, quase que ao mesmo tempo.
Tínhamos viagem marcada para o
Brasil em abril e ficamos esperançosos
de que o “barulho” fosse maior que o
problema, mas infelizmente não foi
isso que aconteceu. Aqui no Reino
Unido a primeira coisa que presencia-
mos foi a correria aos supermercados
e o esgotamento de papel higiênico,
lenços e afins. Em seguida foi a vez
de enlatados, macarrão e arroz; mas o
essencial e produtos frescos continuam

sendo disponibilizados normalmente,
assim como os que citei anteriormente
já voltaram às prateleiras. As aulas nas
escolas foram canceladas e o Sistema
de Ensino tenta disponibilizar ativida-
des, mas antes de tudo, informação e
conscientização.
Só nesta terça-feira (24) que rece-
bemos alerta via mensagem de texto
no celular decretando que saída de
casa somente para trabalhos essenciais,
saúde ou comprar comida.
Seguimos calmos pois sabemos que
não há nenhum lugar que seja mais se-
guro que outro ou alguém que tenha a
resposta para tantas dúvidas. E acredito
que a chave seja essa - se cuidar, cuidar
do próximo, ter calma e seguir todas

João Luiz Boschetti
Reino Unido
@boschettij

Henrique Gonçalves
Irlanda
@hiquevovo

Natália Bachi
Reino Unido
@nataliabachi

Bruna Grespi Maião
Estados Unidos
@brunagmaiao
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